| Google aposta
no Brasil para diversificar receita Renato Cruz Eric Schmidt, presidente mundial do Google, disse ontem que resolveu visitar São Paulo uma semana depois de Orkut Buyukkokten, gerente do Google que criou o site que leva o seu nome, porque o engenheiro de software é uma celebridade e seria difícil competir pelas atenções. A brincadeira faz parte da imagem descontraída que a gigante da internet procura passar ao mundo, evitando ocupar o espaço que era da Microsoft como o gorila de 350 quilos a ser temido. 'Não somos perfeitos', admitiu. 'Mas, quando cometemos erros, procuramos corrigi-los rapidamente.' Com fortuna pessoal de US$ 4,8 bilhões, segundo
a revista Forbes, Schmidt O entusiasmo que o Google mostra pelo Brasil faz parte
da estratégia da empresa para diversificar suas fontes de receita,
ainda muito concentrada no mercado publicitário americano. No ano
passado, a empresa faturou US$ 10,6 bilhões. 'Entre 97% e 98% da
receita veio de publicidade', apontou Schmidt. 'A receita fora dos Estados
Unidos está entre 43% e 44% do total. Esperamos que, em breve,
mais da metade venha do exterior.' Apesar de a maioria da receita publicitária
vir da rede, o Google já tem experiências com venda de anúncios
para outros meios, como o rádio, a televisão e o impresso.
'Ainda estamos aprendendo como funciona, mas planejamos trazer para o
Brasil', disse o executivo. Ao ser perguntado se a venda de conteúdo, como
música e vídeos, seria uma alternativa para diversificar
as fontes de receita, Schmidt disse que o Google não planeja investir
na produção de conteúdo. 'Nós podemos funcionar
como um intermediário, pondo o produtor em contato com o usuário
final.'Um mercado promissor são os celulares. Existem 2,7 bilhões
de telefones móveis no mundo, comparados a cerca de 1 bilhão
de internautas. E o celular do Google, confirmado por alguns executivos
da empresa? 'Viu que outros executivos negaram? Não temos nada
para anunciar.' |
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