YouTube lança a versão brasileira do site de vídeos

Mais oito portais foram criados, o que pode aumentar receita com publicidade

YouTube também anunciou ontem acordos para a veiculação de vídeos da Globo e dos portais de internet Terra e IG

Quarta-feira, 20 de junho de 2007.


Chad Hurley (esq.) e Steve Chen, fundadores do
YouTube, anunciam em Paris a criação de nove
versões locais do site de vídeos

ÁLVARO FAGUNDES

O YouTube lançou ontem a versão para o Brasil do mais visitado site de vídeos da internet. A empresa, comprada pelo Google em 2006, também criou versões para outros oito países, como Japão e Reino Unido, na tentativa de aumentar a sua audiência e, conseqüentemente, o lucro com publicidade.
Ao criar versões para públicos diferentes, o site permite que as empresas de publicidade possam atingir mais facilmente seus públicos-alvo. Com a mudança, hoje uma mesma página do YouTube brasileiro (br. youtube. com) tem propagandas em português e, na versão americana, em inglês -geralmente de empresas diferentes.
Com os novos portais, o YouTube tenta conter o avanço de rivais em certos países. Apesar de liderar com certa folga nos EUA, ele tem disputa acirrada na França e na Alemanha.
A novidade, porém, pode trazer novos problemas jurídicos para o YouTube, já que parte de seu conteúdo é material que é colocado pelos usuários sem autorização dos donos, como vídeos de séries e trechos de filmes. Ao criar portais específicos, o site ficará ainda mais exposto às legislações locais de direitos autorais.
Nos EUA, a Viacom entrou com um processo em março deste ano contra o YouTube em que pede US$ 1 bilhão pelo site reproduzir, sem sua autorização, vídeos de empresas dela, como Nickelodeon e MTV. E as ligas francesa e inglesa de futebol também entraram na Justiça por motivo semelhante.
A versão brasileira do site foi traduzida para o português e nela o usuário pode ver quais os vídeos postados por usuários daqui foram mais acessados ou comentados, por exemplo. Isso significa que nem todos os vídeos são de material em português.
Por exemplo, nesta semana, o vídeo mais visto na versão nacional foi um clipe das cantoras americanas Avril Lavigne e Lil" Mama, com 128.653 acessos. A segunda era de uma entrevista de Freddie Mercury para a Rede Globo, em 1985. Em termos mundiais, o vídeo mais acessado nos últimos sete dias, do rapper americano Unk, teve 1,436 milhão de visitas.

Parcerias locais
Além da versão brasileira, o YouTube anunciou ontem acordos para a veiculação de vídeos da Globo e dos portais Terra e iG, que terão uma página própria para seu material.
No caso da emissora de TV, ela reproduzirá material inicialmente apenas vídeos da novela "Malhação". Segundo a Central Globo de Comunicação, trata-se de uma "exibição limitada, em caráter experimental, enquanto não se fecha o acordo de parceria formal".

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2006200727.htm

Voltar