YouTube em versão brasileira Renato Cruz
'Um número significativo de usuários fala português', disse Chad Hurley, co-fundador do YouTube. Ele e Steve Chen, também co-fundador, participaram ontem de videoconferência para o Brasil, a partir de Paris, onde anunciaram os sites internacionais. O acordo com redes de televisão é importante para o YouTube, porque protege o site de ações na Justiça por causa de vídeos delas colocados no site sem autorização, por usuários. A Viacom, dona da MTV e da Nickelodeon, tem uma ação de US$ 1 bilhão contra o YouTube na Justiça. Isso quer dizer que o acordo com a Globo evita problemas no Brasil? A rede de TV preferiu não responder, se limitando a dizer, por escrito, que o canal da Malhação é 'uma exibição limitada em caráter experimental, enquanto não se fecha o acordo de parceria formal'. A empresa também não respondeu se planeja aumentar o conteúdo ou se a iniciativa concorre com o Globo.com, que tem como ponto forte os vídeos produzidos pela emissora. 'É bastante significativo lançarmos a versão brasileira do YouTube com uma parceria com a Globo', disse Alexandre Hohagen, diretor-geral do Google no Brasil. O Brasil e o Japão foram os únicos países fora da Europa a ganharem uma versão local do YouTube ontem. 'A versão em língua local cria um ambiente muito melhor para a venda de publicidade', afirmou Hurley. O Brasil, com cerca de 35 milhões de usuários de internet, é um mercado importante (ver matéria ao lado). 'Em números absolutos, é maior que a Espanha, maior que a França, duas vezes a Austrália', destacou Hohagen. O executivo disse que, para ele, foi mais difícil fechar as parcerias de conteúdo do que traduzir o site. 'Algumas conversas levaram seis meses, outras dois meses', disse o diretor do Google. A localização do site levou um mês de trabalho. Qualquer vídeo colocado no YouTube aparece em todas as versões regionais. A diferença, além da língua, está no resultado das buscas, que privilegia o conteúdo gerado no país do usuário. 'Queremos transformar o YouTube em uma experiência local e os nove novos idiomas são só o começo', prometeu Hurley. O movimento de internacionalização deve continuar nos próximos meses. A meta é atender a 140 países na língua local. Os países europeus que ganharam ontem uma versão local do YouTube foram França, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Espanha e Reino Unido. Perguntado sobre sua opinião sobre o Joost, serviço de vídeo dos criadores do Skype, Hurley disse que o conceito é 'muito diferente'. 'O Joost procura replicar a experiência da TV na internet', disse. 'O YouTube tem como base vídeos do usuário, sem a necessidade de se baixar um software.' COLABOROU ANDREI NETTO, DE PARIS http://www.estado.com.br/editorias/2007/06/20/eco1.93.4.20070620.34.1.xml |
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