Ética na internet

Sexta-feira, 22 de junho de 2007.

Álvaro Teófilo*

Com as mudanças positivas provocadas pela internet, também vieram novos problemas, principalmente a migração de crimes do mundo físico para o digital. Causa preocupação principalmente a falta de informações de pais e educadores sobre a “ética na era digital”.

O primeiro desafio é equilibrar o tempo despendido pelas crianças no computador para o lazer e para os estudos. Pela rede, elas podem assistir à televisão, conversar com amigos, estudar, etc. Por isso, muitos pais não conseguem medir a produtividade dos filhos diante do computador. Os próprios estudantes reconhecem que o tempo gasto na internet é mal administrado: é difícil resistir à tentação de navegar ou bater papo, quando deveriam estudar.

O segundo problema relaciona-se ao comportamento no mundo virtual. Alguns recursos, como sites de blogs e videoblogs, além de serviços como Orkut e Youtube, permitem a hiper exposição dos jovens. E, como fontes de informação pessoal, atraem criminosos de todos os tipos. Ignorando os riscos, os menores tornam-se vítimas e têm sua intimidade exposta.

Em uma atitude louvável, escolas de São Paulo começam a incluir a disciplina Ética Online. Por ela, os alunos aprendem a se proteger de criminosos que se escondem no anonimato da rede e conhecem os princípios de privacidade digital e as conseqüências das atitudes online inadequadas. Outra boa iniciativa é o site Navegue Protegido, com conteúdo didático e útil para pais, filhos e escolas. São formas de dar às crianças informações importantes para a sua formação moral e profissional.

*Superintendente de segurança da informação do Santander

http://txt.jt.com.br/editorias/2007/06/22/opi-1.94.8.20070622.6.1.xml?

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