Um de cada 25 jovens já foi assediado na internet

Quarta-feira, 25 de julho de 2007.

REUTERS

WASHINGTON - Um de cada 25 jovens (4% do total) que navegam pela internet já recebeu propostas para que enviasse fotos dele próprio nu, revelou um estudo americano divulgado na sexta-feira.

Os pesquisadores do Centro de Pesquisa sobre Crimes contra Crianças, da Universidade de New Hampshire, entrevistaram 1,5 mil usuários da rede mundial de computadores com idades entre 10 e 17, descobrindo que 65 deles haviam recebido propostas do tipo. Apenas um dos entrevistados afirmou ter atendido ao pedido.

Segundo a pesquisadora Kimberly Mitchell, esse era um resultado preocupante já que, em vista dos milhões de jovens presentes na Internet, as propostas relacionadas a fotos de conteúdo sexual poderiam chegar à casa dos milhares.

- Acreditamos que a maior parte das crianças não compreende bem o que está em jogo aqui - afirmou a pesquisadora.

- Elas podem interpretar isso como um gesto grosseiro ou até mesmo como algo lisonjeiro, mas a elaboração e o envio de imagens do tipo, mesmo que por jovens, constitui produção e divulgação de pornografia infantil, um crime grave - acrescentou.

A pesquisa, publicada na sexta-feira pela 'Journal of Adolescent Health', disse que os resultados apontavam para a existência de uma nova ameaça aos jovens, uma ameaça criada pela fusão da fotografia digital com a Internet.

Mitchell acrescentou que os jovens que enviam mensagens particulares para namorados e namoradas talvez não percebam a facilidade com que essas fotos "podem ganhar uma circulação ilimitada e irrevogável dentro do ciberespaço".

Segundo a pesquisadora, era importante educar os jovens a esse respeito. Ernie Allen, presidente e diretor-executivo do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas & Exploradas, afirmou desejar que as crianças "meditem sobre o assunto antes de postarem fotos na internet."

- Acreditamos que a internet é um veículo maravilhoso a ser explorado pelos pais e pelas famílias, mas essas pessoas precisam reconhecer a existência de riscos ali - disse Allen.

- Os pais precisam saber o que seus filhos estão fazendo, precisam saber dos riscos envolvidos no uso da internet. Não queremos que as crianças fiquem assustadas ou com medo. Queremos que ajam com consciência - ressaltou.





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