Viacom processa YouTube e quer US$ 1 bi
Terça-feira, 19 de março de 2007
Empresa afirma que 150 mil vídeos pertencentes a ela foram colocados
no site sem autorização e vistos mais de 1,5 bilhão
de vezes
Em nota, Google diz não estar preocupado e que confia em que o
YouTube, de sua propriedade, tenha respeitado direitos autorais
DA REDAÇÃO
No primeiro grande ataque ao YouTube, a Viacom entrou ontem com uma ação
na Justiça dos Estados Unidos em que pede uma indenização
de mais de US$ 1 bilhão pela veiculação de vídeos
de sua propriedade no site pertencente ao Google.
Dona de canais de TV como MTV e Nickelodeon e do estúdio de cinema
Paramount, a Viacom afirma no processo que o "desprezo descarado"
pelos direitos autorais por parte do site adquirido pelo Google por US$
1,65 bilhão em outubro de 2006 "ameaça um dos mais
importantes setores" da economia dos EUA.
A Viacom disse ter encontrado 150 mil vídeos no YouTube de programas
como "Bob Esponja" e "The Daily Show with Jon Stewart"
e que eles foram vistos 1,5 bilhão de vezes. E, de acordo com a
empresa, esses clipes são "apenas uma pequena fração"
do material de sua propriedade que é veiculado no popular site
de vídeos.
Em nota, o Google disse não estar preocupado com o processo e que
está "confiante" em que o YouTube tenha respeitado os
direitos legais dos proprietários de direitos autorais.
O uso sem autorização de vídeos é considerado
um dos grandes riscos do YouTube. Desde a compra pelo Google, vários
especialistas disseram que estúdios de TV e gravadoras processariam
o site pela veiculação de clipes protegidos por direito
autoral.
À época da aquisição, chegou a ser comentado
que uma parte do US$ 1,65 bilhão ficaria em um fundo, por um determinado
tempo, para que fosse usado em caso de processos judiciais.
Segunda medida
Essa é a segunda medida da Viacom contra o YouTube. No início
de fevereiro, ela pediu que o site retirasse 100 mil vídeos do
ar -o que foi feito. A ação foi tomada depois que as duas
empresas não chegaram, após meses de negociação,
a um acordo sobre a divulgação do material. Duas semanas
depois, a proprietária da MTV fez uma parceria com o Joost, a TV
on-line criada pelos fundadores do Skype.
A Viacom reclama de que o site do Google não toma nenhuma precaução,
como filtros, a fim de impedir a veiculação de material
não autorizado porque "lucra diretamente" com a presença
de clipes populares.
O dinheiro do YouTube vem da publicidade que é veiculada no site,
porém (com exceção das parceiras feitas com empresas
como NBC e BBC) ele não é dividido com os donos dos direitos
autorais. Assim, a Viacom não recebe um centavo por um clipe seu
que é colocado no ar sem a sua autorização.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1403200730.htm
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