Quantidade de pontos de inclusão
digital aumenta no país
Sexta-feira, 04 de maio de 2007.
Agência Brasil BRASÍLIA
Os ponto de inclusão digital (PID) no país cresceram nos
últimos anos, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Atualmente,
são 16.722 PIDs. Segundo pesquisa da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura (Unesco), em 2005, existiam no país cerca de 12 mil
pontos. Os PDIs são locais de acesso público gratuito à
internet, como telecentros e salas de informática. Os dados levantados
são da primeira fase do projeto que deu origem ao Mapa de Inclusão
Digital. O mapa identificou cerca de 108 iniciativas de inclusão
digital em cerca de três mil municípios onde foram encontrados
os 16.722 PIDs. As iniciativas são dos governos federal, estaduais
e municipaisl e terceiro setor. A maioria dos programas encontrados, 43,
é de iniciativa do terceiro setor, porém, é o governo
federal quem financia cerca de 60% dos PIDs. Esses dados que mapearam
as ações de inclusão social no país agora
serão verificados na segunda fase da pesquisa e auxiliarão
na formulação de ações que melhorem o acesso
das pessoas a tecnologia, disse o diretor do Ibict, Emir Suaiden. - Faremos
agora a verificação das instituições localizadas
para ver o que existe, o número de computadores, o que funciona,
o acesso à internet e assim ter metodologias de indicadores de
impacto, e se os telecentros estão provocando melhoria da qualidade
da educação e do acesso a informação, informou
Suaiden. O resultado da pesquisa mostra que Roraima é o estado
com menor número de PIDs, apenas 48. E São Paulo lidera
a lista, com mais de 2.500 pontos. Pernambuco é o segundo estado
em número de PIDs. O bom resultado ocorre devido ao Programa Computador
na Escola, que desde 2001 leva às unidades estaduais de ensino
laboratórios de informática e investe em capacitação.
Quando os dados focalizam as regiões, a Sudeste sai na frente,
com 38% dos PIDs, acompanhada de perto pelo Nordeste, com 35%. No fim
da lista estão as regiões Norte (8%) e Centro-Oeste (7%).
A coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos do
Ibict, Cecília Leite, afirmou que, para promover a inclusão
digital no no país, é preciso mais que distribuição
de equipamentos. - O mais importante é ir além da distribuição
dos equipamentos - hoje já se tem consciência de que é
preciso ter conteúdo, capacitação, acompanhamento
e avaliação de resultados, disse.
[ 22:58 ] 03/05/2007
http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/05/03/e03054506.html
|